Homilia – Solenidade de Cristo Rei do Universo

Pio Nono, após a primeira guerra mundial, face a tudo o que o mundo via, tais como; anseios por domínio, cada um com pretensões de grandeza, projeções de conquistas. O Papa, propôs que o único rei da história, o grande rei, seria Jesus, Cristo, e qualquer outra pretensão teria caráter de idolatria. Com isso, Foi promulgada essa festa,  para que o mundo cristão tomasse consciência de que:

Quando o rei não é Jesus Cristo, outras realezas  podem ser foco de tragédia, de dor, e de violência.

 Quem é o rei do meu tempo? O celular? Os vícios? Quem reina na minha vida? Na minha história? Na minha casa? Nos meus sonhos? Na minha família?

 E olhe, os tempos em que vivemos são perigosos, tudo porque o ódio humano, parece ter se institucionalizado.

Mateus 25, 31-46. No último domingo do ano litúrgico, o evangelho é o último discurso de Jesus, ou ensinamento, de Jesus a seus discípulos, pois logo a seguir, começa a conspiração contra Jesus, traição, prisão.

Neste evangelho, estar a Relação com os irmãos, mais fracos, na festa de cristo rei do universo, como é que Jesus exerce a sua realeza? Qual é a Sua condição de rei? Pilatos até pergunta a Jesus: Tu és rei?

Jesus terá esse título. Mas vejam:

  • Olha seu trono, uma cruz,
  • A coroa que leva, é a de espinho,
  • Quando nasceu não tinha lugar para ele,
  • Quando entrou em Jerusalém foi montado num jumentinho emprestado,
  • Quando foi realizar a santa ceia, foi numa sala emprestada
  • Quando morreu emprestaram um tumulo.

Tudo isso para mostrar, a diferença de seu reinado, e do seu poder, e de seus critérios.

Vamos lá: Quando o Filho do homem vier em sua glória. (V. 31) – ou quando ele exercer a plenitude da sua autoridade na história, terá todos os anjos, e se assentará sobre o seu trono – imagem visual para aquele tempo para conferir linguagem ao exercício de autoridade alguém.

 Então se assentará em seu trono  (V. 31). É assumir sua condição de soberano, e  determinar seu modo de governar, imagem usual daquele tempo. Não se trata de poder humano, que dá prestígio de grandeza, mas que agora exerce sua palavra,  sua hermenêutica, seu juízo sobre a história.

 Todos os povos da terra serão reunidos diante dele. (V. 32). para dizer que: o universo inteiro, e tudo o que nele existe ou vive, está subordinado a autoridade daquele que é filho de Deus.

 Separá  de um lado ovelhas, e de outro cabrito – Ovelhas, pastoreio, animal manso. Cabrito – mais autossuficiente, difícil de domar, de seguir o pastor.

Mas vai reunir uns e outros = Aos primeiros sua  direita e sua esquerda – porém, a mão direita, na tradição bíblica da época, é de que; quem estava à direita compartilhava do soberano, do poder, sua mão direita, (fulano é o braço direito de fulano). Até na profissão de fé rezamos: Subiu ao céu e estar sentado a direita de Deus Pai Todo Poderoso. Ou seja, Exerce a mesma autoridade

As ovelhas, animal manso, dócil. Vinde benditos, de meu Pai tomai posse e recebei a herança. (V. 34).

 Herança – não é alguém que merece, é alguém que naturalmente a recebe, por ser filho. As ovelhas, e por quê? Aí entra a solidariedade estive doente, faminto, forasteiro.

A grande vitória, da história, se dá mediante o caminho da solidariedade, originada da Consciência do amor fraterno.

Serão vencedores, e herdarão, a soberania de Deus, sobre todo mundo criado, e sobre todo mundo vivido, aqueles que na sua existência, ou Que tiverem feito de sua existência um dom a quem precisava, ou aqueles que precisavam.

 Aquela solidariedade originada da compaixão, o contrário, quem ignora a dor do outro, projeta para si mesmo a perda da herança.

A lição deste evangelho: Trata-se sim, de Catequizar cada discípulo, de qualquer época, a quem ou para quem, vai entregar a sua vida? e por qual causa, oferecerá as suas melhores capacidade de amar, de criar, de construir?

 Quem reina sobre você? Seus pensamentos, suas ações, seus passos, sua consciência, suas atitudes?

Isso define nossa comunhão com Deus, no presente e no futuro, nossa vitória, e a comunhão com Deus eterno, ou Ter  já nesta vida, a presença do eterno, não ignoremos a dor dos fracos. Estaríamos a jogar na latrina, o nosso próprio futuro.

Pe. Vandilson Pereira Sobrinho.