Homilia 33º Domingo Comum  ANO A

1º Leitura Provérbios 31, 10-13. Um elogio a figura da mulher,  mas dentro da leitura, duas palavras-chave, para nossa reflexão, por vezes, passa despercebido. O encanto é enganador = nem tudo o que brilha é ouro. Nem tudo o que parece ser é. Não se iluda. A beleza é passageira. Cuidado com as ilusões e desilusões da vida. Aliás, A tragédia dessa geração é o corpo bonito, a alma feia e a mente vazia

 Salmo 127 – Felizes os que temem o Senhor. Será assim abençoado todo o homem que teme o Senhor.

2ª Leitura: Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses 5, 1-6  Não durmamos, como os outros, mas sejamos vigilantes e sóbrios.

Evangelho: Mateus 25, 14-30 é dura a parábola, de hoje. Talentos = dons, dadivas, o que Deus nos dá.

Um homem ia viajar para o estrangeiro, chamou seus empregados, e lhes entregou seus bens. (V. 14). Na origem da palavra aramaico – grego – chamou seus servos e lhes entregou seus bens.

 Um talento equivalia aos padrões da época, 26 quilos de prata, se quisermos interpretar, Segundo os critérios monetizados, que se fosse interpretado ou quantificado em linguagem de dias de trabalho daria 20 anos de trabalho. Um talento, o senhor deu ao seu Servo.

Se fosse empregado a relação era puramente comercia, de servo, aí já tem um envolvimento afetivo, com seu Senhor, ou seja, o servo, participa de seus projetos, de suas escolhas, de suas opções, de seus ideários, até de seus afetos,

Hoje em dia até se fala; fulano é uma pessoa talentosa, tem muitas capacidades, ou dotes especiais, para ensinar, arte, para música, as capacidades humanas, e pessoais.

Partiu, a um deu cinco talentos, a outro deu dois, e ao terceiro um. A cada qual de acordo com a sua capacidade. (V. 15).

 Deu aqui, é usado na língua original como; entregou, do verbo entregar. Conforme se narra sobre a paixão Cristo. E Jesus entregou o seu Espírito, foi dom, foi graça, para falar da morte de Jesus. Se entregou, porque amava.

Aquele homem, entregou aos seus servos, uma grande capacidade de amar, é isso. Não se trata, pois, de valores monetários, e eles os que receberam os dois primeiros, foram logo, saíram a trabalhar, e multiplicou Ou seja, tudo  do amor, tudo quanto recebeu de amor do seu Senhor, ele o multiplicou, ou transformou, em novas expressões de fraternidade amorosa,  de justiça e de gratuidade.

O melhor caminho, para qualquer homem ou qualquer mulher, de qualquer época e lugar, é: Para encontrar-se consigo: É multiplicar sua capacidade de amar, em nome de seu Senhor.

Depois de muito tempo, o patrão voltou e foi acertar as contas com seus servos. (V.19). Eles não restituíram ao seu Senhor. Eles viveram a gratuidade daquele amor, em nome de seu Senhor.

Estão eles a apresentar o quanto foram capazes de amar, com as capacidades recebidas,

Os dois primeiro não estavam devolvendo, estavam partilhando das alegrias. participa das alegrias do teu Senhor, do modo como o teu Senhor amar os seus.

Dos dotes, capacidades, carismas, disposições interiores, vitalidades pessoais, também tudo quanto é prêmio, recebido gratuitamente das pessoas, tudo isso é para que cada um possa amar, e Fazer de suas capacidades uma fonte de bondade para os outros.

Temos um dom, e uma tarefa.

O terceiro sim, foi devolver, toma o que é teu, aqui tens o que te pertence. (V. 25). Quantas ciências, e quantas inteligências, usada para dominar, para tiranizar, para matar, ou então para competir, para pensar em si próprio. Egoísmo, ganância, ambição. Quem te medo de seu Senhor, e não acolhe como graça os seus dons, naturalmente se distanciará dele, e o interpretará como se fosse dureza.

Colhe onde não semeastes. recolhe onde não espalhastes. (V. 24). Um pré-julgamento, distanciou-se de si, aquele último, não se trata de mais ou menos talento.

Trata-se sim, de não ter acolhido a bondade do seu Senhor, tornou-se distante de si, distante de seu senhor, distantes de seus outros colaboradores, servos, perdeu a identidade de servo, talvez tenha pretendido ser livre, apenas tornou-se pobre de si mesmo.

Vocês conhecem alguém assim? Tem gente que é tão miserável, mais tão pobre, que a única riqueza que tem é dinheiro.

Pe. Vandilson Pereira Sobrinho.