1ª Leitura: Êxodo 22, 202-26. Estrangeiro, viúva, órfão. É do lado deles que Deus se põe do lado.
Mateus 22, 34-40. Os fariseus ouviram dizer que Jesus tinha feito calar os saduceus:
Saduceus – Toda classe, que constituía os gestores do templo, concentrava-se em Jerusalém, ingeria toda movimentação religiosa e política do templo, quase que um cartel, pouco lhes interessava a situação de penúria do povo, se estava sobre o domínio dos romanos ou não. Bastava -lhes administrar, reger, e haurir os frutos e os lucros, do templo. Não acreditavam na ressurreição, seu interesse conjugava uma religiosidade rentável. Com a economia que o templo movimentava muito.
Esses saduceus, foram calados. Então os fariseus sabendo disso. Reuniram-se um grupo, espécie de conselho que delibera, que estuda, que vai verificar os melhores argumentos para enredar o Senhor. Em alguma contradição, com isso poderiam acusá-lo.
Reuniram-se em grupo e um deles, provavelmente o mais culto, preparado, a fim de pôr lhes a prova, Interessava ver Jesus golpeado com seus próprios raciocínios,
perguntou-lhe qual o maior ou grande mandamento da lei? Em forma superlativa absoluto, isto é não perguntou quais.
Numa lista de 613 mandamentos, o maior, numa espécie de indagação máxima, para uma resposta exclusiva e única. Com isso pretendia pôr em uma armadilha.
Qual é o mandamento grande? O grande? Não é uma lista, não é um conjunto, É um, e Jesus respondeu: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento.
Na mentalidade circulante da época, o maior dos mandamentos, era guardar o sábado, porque na mente e reflexão dos rabinos, é que Deus também, guardou o sábado, então, o maior dos mandamentos era aquele que o próprio Deus guarda.
Se Jesus dissesse que seria o sábado, eles iriam acusar de não o guardar. A resposta do Senhor. Amarás, amar, não fala de obedecer, é amar, a obediência comporta uma autoridade, ante a qual o bom judeu se curva, amar é envolver-se com as melhores vitalidades pessoais, num relacionamento de gratuidade. A obediência tem um caráter obrigatório, o amor tem uma índole de adesão, de liberdade, de entrega, e acolhimento.
Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração. Coração – sede das decisões, dos afetos, da grande liberdade, então toda a tua liberdade para amar, com toda a tua alma, isto é, com toda a capacidade de relação, de convívio, com toda a tua mente com todo teu espírito, com toda a tua inteligência, com toda capacidade de reconhecer a verdade, com toda a tua força de discernimento, em tudo ter Deus no centro, numa relação de amor.
E o segundo: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. O sentido mais literal, é: Amarás o teu próximo, ou amarás aquele que é igual a você, não fala que deveria amar o judeu. Quem é o próximo igual a você? É aquele que se faz vizinho, com suas necessidades, estrangeiro ou não. Se quer encontrar-te a ti mesmo, Procura no igual, que estar precisando de sua bondade, eis ai para quem segue Jesus, o grande caminho.

Pe. Vandilson Pereira Sobrinho.