Homilia 28º Domingo Comum – ANO A

Evangelho: MT 22, 1-14. Domingo passado era o capítulo 21, os vinhateiros assassinos que quiseram se apropriar dos donos. Em relação ao filho de Deus.

Hoje Jesus estar novamente a contar no capítulo 22, o reino dos céus é como um rei que preparou a festa de seu filho. Festa:  No sentido originário, é encontro, aos padrões da época. Nas festas daquela época: Paes, novilhos, vinho, vamos observar:

Não é a bebida, o vinho, os  alimentos, como se tratar-se de encher-se de guloseimas, em cada festa que havia, especialmente o pão e o vinho, são retratos de longas relações do homem com mundo criado. O pão era o resultado de muito de quem plantou, quem colheu quem amassou, quem preparou. Vale o mesmo para o vinho. A refeição festiva, não é apenas um encontro de consumo, mas um encontro celebrativo de muitos suores partilhados.

Na parábola, o rei preparou a festa e quis chamar o seu povo, para vir participar daquele longo caminho percorrido por muitos, festa da qual se celebraria também, o matrimonio do filho.

O convite é para todos. Todos aqueles primeiros, convidados da primeira hora, e com destaque, digamos assim, e os convidados, porém não se importaram, a alegria do rei, não era motivo de alegria para os convidados, não era motivo de comunhão, não desejavam a aquele encontro. Não se importara, um foi para o seu campo, para os seus negócios. Cada um ocupado consigo, não os alegrava a alegria do seu Senhor.

Aqui também uma imagem parabólica, de um povo que não se fez, nem mover e nem comover, pela familiaridade, pela generosidade, pela cordialidade do rei que oferecia a festa. Mas aqui o rei, é o retrato de Deus. que quer oferecer a melhor festa para os seus convidados, que venham participar das alegrias do Senhor, mas eles não esperavam a festa, não desejavam participar das alegrias do filho, não lhes era significativo, participar das  honras e das festas que o rei imagem de Deus queria oferecer ao seu povo. E

Então a ordem:

Chamem a todos, a festa do casamento estar pronta, porém, vão as encruzilhadas dos caminhos,  convidem todos, os que encontrarem, bons e maus, todos os que encontrarem.

A festa, o banquete, é o melhor retrato das relações de Deus com o seu povo, no banquete não há no modo idealizado pelo Senhor, quem e maior quem é menor, lá maus e bons são convidados a participar das alegrias, daquelas ofertas do boi já cevado, do vinho, pão amassado, de todas as ofertas possíveis para expressar comunhão entre todos, na festa são iguais.

Qual era o problema dos que não foram a elas? A festa. Uns  tinham interesses econômicos, estavam absurdos, outros tinham interesse de outra ordem, uns também apelaram para violência, e rejeitaram e massacraram os enviados, são diferentes formas para retratar o que que fizeram o povo de Israel ao longo da história. Por isso o reino dos céus, será dado a outros que quiserem, caso haja quem não queira!

O que significa isso para nós essa parábola? A nossa religiosidade, talvez já membros de uma comunidade católica, ou uma comunidade que crê, é possível que não nos apercebamos. De que Deus se faz próximo, de nós, se faz visível, estar a pedir de nós a adesão a sua festa, a sua oferta ao modo como se deixa encontrar.

Não estavam aceitando que Deus se deixasse encontrar em Jesus cristo.  Os Judeus no tempo de Jesus.  Talvez aconteça algo semelhante hoje, de Querermos um Deus que se ajuste aos nossos critérios, e não o inverso. Lá em Jerusalém porque não aceitam, o crucificaram, que não aconteça algo semelhante hoje.

Pe. Vandilson Pereira Sobrinho.