Homilia 25º Domingo Comum – Ano A

 1ª Leitura: Isaias 55, 6-9 – Busquem o Senhor, enquanto é tempo, os nossos pensamentos não são como os pensamentos de Deus.

Salmo: 144 – O Senhor está perto da pessoa que o invoca.

2ª Leitura: Filipenses 1-20. Cristo vai ser glorificado, no meu corpo, seja pela minha vida, seja pela minha morte.

Só uma coisa importa: vivei a altura do evangelho de Cristo.

Evangelho: Mateus 20, 1-16 – Contexto: Os discípulos atravessam um período de grandes surpresas e perplexidades no caminho de seguimento de Jesus. No Capítulo 19 fala do jovem rico, observou tudo, mas não se desprendeu, pesaroso, porque Jesus, pedia muito mais, do que o jovem oferecia, antes, os discípulos ficaram desapontados, porque as crianças têm a titularidade no reino dos céus, numa cultura onde os judeus rezavam: obrigado por não ter nascido mulher e não ser mais criança. E Jesus dizer uma coisa dessa, enfim. Que as crianças primeiro.

Choques de realidades, surpresa atrás da outra, desapontamentos, porque entre os critérios de Deus, e dos homens, ah um longo caminho, uma longa distancia, e quem quer seguir o Senhor é convidado a ceder aos critérios, sentimentos, afetos, interpretar pessoas, e situação a partir de Deus, e não a partir do próprio eu. E neste caso entra a Palavra de hoje:

O reino dos céus, é como um patrão que saiu de madrugada para contratar trabalhadores para a vinha. (V. 1). vinha = produz vinho, símbolo da alegria, do amor, de amor, trabalhadores que trabalham, para que se multiplique o amor.

 Quando a chuva cai do céu, ela mostra amor, pela terra, ela se gasta na terra, para que? Para que as plantas cresçam e de frutos.

Por que que as plantas crescem e dão frutos? Para elas mesmas comer? Não,

Elas se dão, e depois elas se desprendem e dão para outros, isso é amor, isso é sinal do caminho de Deus, como ele criou-se, mas que o mundo, o Sol que nasce para fazer iluminar a vida dos outros, não para iluminar a ele, a chuva que cai, o rio que corre, que vai para o mar, se acaba no mar, porque o mar também depois evapora, sobe, faz nuvem, faz chuva, é dom de amor, que se dá para o outro.

Tem gente que nasce, cresce, reproduz e morre, e nunca vai aprender a viver isso.

As 06 da manhã, um dia, Um denario por dia, valor de mercado daquela época,

Um denario para todos.

Se o critério for comercial, Se o critério for por méritos, hoje se fala tanto em meritocracia, então, se o critério for por méritos, daí sim, foi um flagrante comportamento injusto. O daquele pai de família, se adotasse como referência simplesmente valores materiais.

Então quem trabalhou mais merece mais. Mais aqui, não se estar a falar de critérios comerciais, ou mercadológicos, mas do modo como Deus se porta com os seus.

Deus não vai perguntar para comadre Querumbina, quantos terço ela rezou, se foi de joelho ou foi sentado. Mas quanto amor ela colocava naquilo que ela fazia.

Se ele é Pai se os outros são filhos, se todos são filhos, a relação dele de Deus é Pai e todos são filhos, são será como os filhos de comercio, e ou de méritos, mas de Relação de paternidade, quem não teve a oportunidade ao início, o Senhor agirá com os mesmos critérios de bondade, pois pretendia ser bom com os primeiros, os segundos, os terceiros, todos.

Aqueles que responderam a vocação na primeira hora da vida, não ficarão sem sua recompensa, mas não tem o direito de exigir mais para si, em relação àqueles que vieram depois.

Comadre Matilde, disse que quando o padre chegou aqui ela já estava, e que ele não venha dizer o que ela precisa fazer porque ela já sabe.

 Comadre cajazeira passou a vida toda fumando, soltava um pegava outro, foi detectado que estar com câncer no pulmão, parou até de rezar, dizendo que Deus foi muito ingrato com ela, que permitiu um câncer nela.

 Compadre Bertolínia, veio procurar o padre, dizendo que estar revoltada com ele, ela ajudou tanto, e o padre não agradeceu, na hora dos avisos, e nem deu mais nenhuma coordenação para ela.

Comadre Getrudes, anda falando mal do padre, porque agora tudo o que ele vai fazer, ele só chama Gerusa, e não me pede mais. Por que será heim?

 Disse Jesus: Estás com inveja, por que estou sendo bom? (V. 15).

 Felisberto, disse que vai se afastar da igreja, rezou, ajoelhou, ajudou na pastoral, mas Deus foi muito injusto com ela.

 E desde quando Deus é barganha? Eu faço isso, ele tem de me dar aquilo?

Qual é, pois, a mensagem e a proposta da palavra deste domingo? A bondade e a misericórdia de Deus não é para quem tem mais virtudes, ou mais conquistas, ou mais resultados, a bondade depende mais da gratuidade de quem oferece, do que do direito de quem merece, Se aqueles primeiros, julgavam receber mais, então não   fazia ou não via como um pai bondoso, mas Via como um patrão devedor, não precisa nem amar para ser religioso. Não é preciso nem se converter e nem ser fraterno, basta apresentar méritos, para exigir arvorar-se as exigências de quem mereceu mais, a relação é de mercado.

Eu fiz, isso, eu fiz aquilo, na igreja, para a comunidade, se Deus não me honrar, eu não o busco mais!

Eu devolvo o dízimo, ajudo na igreja, mas se o padre não deixar eu ser o padrinho ou madrinha de fulana, de crisma ou de batismo, eu me afasto.

A relação é de mercado, mérito, e irmão não é irmão, é apenas quem tem menos méritos, que de Deus, deveria receber o menos, porque a oportunidade foi menor.

Qual é o critério de conversão aqui? Era maus esses primeiros trabalhadores? Talvez não. Mas a conversão de quem não erra, se se converter, é Olhar com bondade para quem ainda não se converteu.

Para quem ainda não acertou, é Arrepender-se de um caminho ainda não alcançado. Mas tanto os pretensos bons, quanto aqueles que ainda não conhecem o amor de Deus, A todos é dirigido o convite: Qual?  reinterpretar a si, a Deus, e os outros, seguindo os critérios de Jesus, não os próprios.

Vez por outra, nós gostaríamos de que Deus se adaptasse, se ajustasse aos nossos méritos, métodos, isso é idolatria, é fazer de Deus um ídolo, não um Deus.

Todo o processo de seguimento, e de discipulado, requer não apenas, Mudança de comportamento, mas também mudança de mentalidade.

Pe. Vandilson Pereira Sobrinho.