“Depois da multiplicação dos pães, Jesus mandou que os discípulos entrassem na barca e seguisse, a sua frente para o outro lado do mar, enquanto ele despediria as multidões”. (Cf. Mt 14, 22). O que houve antes? Houve a multiplicação dos pães. Os discípulos disseram a Jesus despede as multidões, pois é muita gente, e nós não temos comida para toda a essa gente, Jesus diz: Dai-lhe vós mesmos de comer.
Depois de alimentá-los Jesus, parte para outras margens. Mandou os discípulos a embarcar para as outras margens – outras margens – povos pagãos. Imagem da missão, sair dos espaços seguros, para assumir caminhos de confiança evangelizadora. “Jesus subiu ao monte para orar as sós” (Cf. Mt 14, 22-33. Jesus orava porque sua comunhão com o Pai não se deixava fascinar apenas pelos milagres, mas se manter servo. Não queria fama, mas fidelidade.
“A barca, porém, já longe da terra, era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário”. (Cf. Mt 14, 24). Ventos contrários, ondas atingia. Esses ventos que impede os discípulos de fazer a travessia, para chegar ao outro lado.
“Pelas três horas da manhã, Jesus veio até os discípulos, andando sobre o mar”. ( Cf. Mt 14, 25). Quarta vigília da noite, no tempo seria as 03 horas da manhã, a hora mais escura da noite, é o momento mais intenso de trevas, escuridão. Domínio do adversário de Deus. Nessas horas, os discípulos apresentam as adversidades, e o Senhor nesta hora, começa a caminhar sobre as águas.
Se lá no fundo do mar, habita as potenciais malignas, e Jesus caminha sobre as águas, significa que ele tem soberania e poder, sobre todas essas potencias. Jesus responde ao medo deles dizendo: “Coragem, sou Eu”. (Cf. Mt 14, 27). Quem é esse que até os ventos e o mar obedecem?
Pedro se encantou, ficou maravilhado, e responde: “Senhor se és tu, manda me ir ao teu encontro caminhando sobre a água”. (Cf. Mt 14, 28). E foi, ocorre que, “Sentindo o vento, ficou com medo, e gritou Senhor salva-me!”. (Cf. Mt 14, 30). “Jesus logo estendeu a mão, segurou Pedro”(Cf. Mt 14, 31). Pedro representa aqui eu você, quando estamos caminhando no dia a dia e os ventos forte, ventania, ondas, querem nos derrubar, não podemos esquecer nunca! De segurar nas mãos daquele que os ventos e o mar obedecem.
Quem me segurou foi Deus, Quem me segurou foi Deus com seu amor de Pai Quando disseram mentiras, armaram arapucas para me derrubar, lembre-se! Quem me segurou foi Deus. Quem cuidou de mim foi Deus com seu amor de Pai, Quem me amparou foi Deus! Quem me segurou foi Deus com seu amor de Pai, Quem me segurou foi Deus. me compreendeu foi, Deus quando eu chorei demais. Quando se perde alguém parece, que se perde a paz, Ele também chorou quando Lázaro morreu, E se compadeceu, chora comigo a minha dor. Mas ressuscita a alegria e o amor. E Jesus disse a Pedro e diz a cada um de nós: “Homem fraco na fé, por que duvidastes?”(CF. Mt 14, 31).
- É o Vento o problema de Pedro?
- É o mar o problema de Pedro?
- Ou e a insuficiência de fé?
Qualquer discípulo de qualquer época e de qualquer tempo, é chamado a acolher e compreender que: o vento, ninguém é capaz de freá-lo, o mar, ninguém pode refrear o movimento das ondas. Mas Ele, Jesus, o Filho de Deus pode! Mas ter fé não vai diminuir o vento e nem o mar, porém qualifica a Pedro, e aos discípulos de ontem e os de hoje, ou seja, nós, que, ante aos movimentos irrefreáveis das potencias negativais, de tudo o que distancia o discípulo de seu Senhor. São forças muito poderosas, mas se houver Fé, Crer, Confiança, abandono, obedecia a palavra do Senhor, as ondas não têm o poder de naufragar o barco dos discípulos, e não serão capazes de impedir que eles cheguem a outra margem, para oferecer o pão recebido.
O Senhor deseja que o seu pão alcance a todas as margens. Segura meu barco Senhor Não deixa meu barco afundar Eu sinto minhas forças faltando O barco afundando e eu não sei nadar.
Pe. Vandilson Pereira Sobrinho.
