Festa da transfiguração do Senhor 06 de agosto

Evangelho: Mt 17, 1-9. Seis dias depois “Jesus tomou Pedro, Tiago e Joao”. (Cf. Mt 19, 1). Seis dias depois de que? Vamos recordar, seis dias, antes Jesus fora com seus discípulos até a região de cesárea de Felipe, com seus discípulos, região norte, longe de Jerusalém, e lá já sabemos a história né? Jesus explicara a seus discípulos, que era necessário subir a Jerusalém, onde seria preso, sofreria, seria morto, crucificado, mas, todavia, iria ressuscitar. Mas os discípulos não compreenderam e Pedro reagiu, de nenhum modo isto te acontecerá Senhor. A repreensão de Jesus soou logo, Pedro, teus pensamentos não são os de Deus, mas os dos homens,

Seis dias depois disso. O problema não era só de Pedro, é de qualquer discípulo, em qualquer época. Querer seguir Jesus sem se despojar, era a tentação religiosa referente a época, mas também atualmente.

Então Jesus levou ao alto monte e lá se transfigurou – Resplandeceu como sol – o sol é a imagem, é a luz, potente, nenhum olho consegue se fixar naquela luz. As vestes brancas como a luz, o branco é o símbolo da cor celestial, a identidade celeste de Jesus.

Não esqueçamos que, seis dias antes, eles não compreenderam, que o caminho para aquela luz, a vitória, teria sim os traços da cruz, são os paradoxos que a fidelidade ao evangelho, antepõe a qualquer discípulo, um amor sem despojamento é como um amor sem renúncia.

“E eis que apareceram Moisés e Elias”. (Cf. Mt 19, 3).  – Elias é a síntese da tradição profética, e Moisés a lei do antigo testamento – Jesus transfigurado, mas também permeado do ideal da cruz, é a melhor síntese do antigo e do novo testamento.

Uma voz do céu – 2 vezes, no evangelho de Mateus, essa frase se repete.

Curioso: diante dos milagres de Jesus nenhuma voz ecoou, mas quando se fala da cruz, ou no momento primeiro, no batismo de Jesus, quando ele, Jesus aceitou a identificar com os pecadores: qual mensagem aqui:

Há uma verdade maior do que os milagres, qual? A entrega do Senhor a uma obediência plena a vontade do Senhor.

“É o meu Filho, em quem me comprazo: escutai-o”. (Cf. Mt 17, 5). Ouçam essas palavras e acolha, o seguidor de Jesus com vocação para ser discípulo, assumirá essa identidade, na medida em que além de muitos outros caminhos a percorrer, as disposições de esvaziar de si. Cada discípulo será muito mais parecido com o Senhor, um discipulado sem ir com ele para Jerusalém, é como pretender que um carro, não ande, e ainda dizer que é um bom veículo, seria uma insensatez, isso é não é possível participar dos caminhos dele, refutado os processos de renuncia, e escolhas, sem esvaziar-se de si.

Pe. Vandilson Pereira Sobrinho.