Exame de Consciência: 10 pecados virtuais que talvez você precise confessar

Nos tempos atuais, alguns pecados podem estar mascarados como práticas comuns entre os usuários das redes. Examine se você já cometeu algum deles.

 

A Confissão frequente é sempre recomendada para quem deseja a santidade e busca levar a sério sua vida espiritual. Um dos Sete Sacramentos instituídos por Jesus Cristo, a Confissão restitui a graça santificante. Nesse sentido, para fazê-la de maneira frutuosa, ensina o Catecismo da Igreja Católica, é preciso “examinar cuidadosamente a consciência” (CIC n. 1493).

 

Uma boa forma para isso é confrontar a sua vida com os Dez Mandamentos. Portanto, é preciso conhece-los a fundo e não apenas com base na catequese recebida na infância durante a preparação para a Primeira Comunhão.

Atualmente, os pecados podem vir mascarados de práticas comuns entre os usuários da rede. Para auxiliar o seu próximo exame de consciência, preparamos abaixo uma lista com dez pecados virtuais.

Conheça os pecados virtuais

 

1 – Compartilhar Fake News

Este primeiro pecado atenta contra o 8º Mandamento da Lei de Deus: “Não levantarás falso testemunho contra o teu próximo” (Ex 20,16). Ensina o Catecismo: “O Senhor denuncia na mentira uma obra diabólica: «Vós tendes por pai o diabo, [… ] nele não há verdade; quando fala mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira» (Jo 8, 44).” (CIC nº 2482)

 

2- Criar perfis fakes para compartilhar postagens

Analogamente, a criação de perfis fakes para compartilhar informações também é contrária ao 8º Mandamento. “A mentira contém em gérmen a divisão dos espíritos e todos os males que a mesma suscita. É funesta para toda a sociedade: destrói pela base a confiança entre os homens e retalha o tecido das relações sociais”, explica o CIC (nº 2486).

 

3- Copiar ou roubar senhas

Aqui entra uma ofensa ao 7º Mandamento: “Não roubarás” (Ex 20,15). “Todo o processo de se apoderar e de reter injustamente o bem alheio, mesmo que não esteja em desacordo com as disposições da lei civil, é contrário ao sétimo mandamento.” (CIC nº 2409)

 

4- Falar mal de pessoas nas redes sociais

A calúnia e a maledicência são condenadas pelo 8º Mandamento: “Não levantarás falso testemunho”. “A maledicência e a calúnia destroem a reputação e a honra do próximo. Por isso, lesam as virtudes da justiça e da caridade”. (CIC 2479)

 

5- Comprar indiscriminadamente pela internet

Esta é a forma moderna de consumismo. O Catecismo ensina que “o sétimo mandamento prescreve a prática da Justiça e da caridade na gestão dos bens terrenos e dos frutos do trabalho dos homens.” (CIC 2451).

 

6- Violar correspondência digital

Da mesma forma, acessar o celular ou o computador de alguém sem o consentimento é também uma forma de violar a correspondência digital. O sétimo mandamento proíbe o roubo, isto é, a usurpação do bem alheio contra a vontade do seu proprietário.

 

7- Consumir pornografia ou publicações que ferem a castidade

O Catecismo é claro ao dizer que o consumo de pornografia é um pecado grave e é contrário ao 6º Mandamento: “Não cometerás adultério”. “Ofende a castidade, porque desnatura o ato conjugal, doação íntima dos esposos um ao outro.” (CIC 2354)

 

8- Ameaçar pessoas e fazer discurso de ódio

Este pecado fere ao 5º Mandamento: “Não matarás” (Ex 20,13). “O ódio voluntário é contra a caridade. Odiar o próximo, querendo-lhe mal deliberadamente é pecado. É pecado grave, quando deliberadamente se lhe deseja um mal grave”, ensina o CIC nº 2303.  Portanto, vale lembrar os ensinamentos de Jesus no Sermão da Montanha: “Eu, porém, digo-vos: Amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem, para serdes filhos do vosso Pai que está nos céus…”(Mt 5, 44-45).”

 

9- Adulterar informações para obter vantagem

De acordo com a doutrina católica, adulterar informações também se trata de mais um pecado contra o 7º Mandamento. O Catecismo ensina que tirar vantagem em detrimento de alguém é moralmente ilícito.

 

10- Produzir, consumir ou divulgar pirataria de livros, filmes, fotos e músicas

Os direitos autorais das produções precisam ser respeitados. “Causar voluntariamente um prejuízo em propriedades privadas ou públicas é contra a lei moral e exige reparação”, adverte o CIC.

 

Fonte: PASCOM com Shalom