1ª Leitura: Isaias 45, 1-4. Eu sou o Senhor, não existe outro. Por duas vezes se repete.
Salmo: 95 – Ó família das nações, dai ao Senhor Poder e Gloria.
Padre, na minha casa só tem o que não presta. Quem abriu a porta? Deixe Deus entrar, deixe as coisas de Deus entrar.
Eu sinto que tem alguma infestação, ou coisa errada na minha casa.
2ª Leitura: 1Tessalonicensses 1, 1-5 – Paulo elogia as caraterísticas daquele povo, que deve ser a nossa no dia a dia.
Atuação da vossa fé. Esforço da vossa caridade. Firmeza da vossa esperança.
Evangelho: Mateus 22, 15-21. Daí a Deus o que é de Deus, e a César o que é de César.
Procurava Jesus com intenções malévolas, que lhes permitisse acusar Jesus, ou contra as autoridades do templo, ou contra as autoridades romanas.
Contextualizando: estamos no capítulo 22, No capítulo 21 Jesus entrou em Jerusalém, foi ao templo, expulsou os vendilhões,
Narrou as parábolas do homem que tinha dois filhos, do vinhateiro homicida, da vinha, enfim, agora estar crescendo as tensões com os dirigentes religiosos judeus.
Mas uma pergunta: o ambiente é tenso:
Se Jesus respondesse que não é permitido, não é correto, não é moral não é ético pagar imposto a Cesar, então ele seria denunciado ao procurador romano, em Jerusalém, poderia ser preso, e daí para frente.
Se ele dissesse que não era para pagar o imposto ao templo, imposto religioso, que havia, e havia até um policiamento para cobrar tudo isso, se dissesse que não era para pagar, então o policiamento religioso, também o prenderia. Essa era a intenção.
Os fariseus se reuniram para tramar como apanhá-lo. A reunião é o encontro, para que a maldade deles, para que encontrasse algum desdobramento operativo. (Vez por outra há quem faca algumas tramoias, pedindo a cabeça de alguém).
Lhe enviaram seus discípulos, os discípulos dos fariseus com os herodianos. Herodianos era um grupo partidário de Herodes, mas os dois grupos não se entendiam, como no Brasil no período das eleições, porém agora sim, tinham um inimigo em comum, Jesus. procura, olha que solene a introdução.
Mestre sabemos que és verdadeiro, e nos ensina o caminho de Deus. Estranho, reconhece que ele, ensina o caminho de Deus, mas se apresentam com intenções ardilosas, para enredá-lo para poder acusar. Olha a falsidade, e usam todo um discurso religioso.
Ensinas o caminho de Deus. Pois bem, Jesus percebendo a malicia; interessante:
Daí Por que me pondes a prova? Sabe, com o Senhor, todos nós. Ante sua palavra e seu olhar, parece que afloram e vem para fora tudo, O que há de nobre numa pessoa, mas também tudo o que há de pobre, o que há de verdadeiro e o que há de falso, neste caso a falsidade.
De quem é a moeda do imposto? Jesus pediu-lhes uma moeda. De quem é essa imagem ou inscrição? De césar. imagem, ou efigie, circulava no império romano, a imagem do imperador. CHESAR AUGUSTUS DIVO OU DIVE – Divino, lembra: Na antiguidade romana os reis se pretendiam divinos, como se fosse arautos de uma identidade celestial, uma espécie de idolatria.
Mas o homem é a imagem de Deus, e aquela moeda era portadora da imagem de césar, mas moeda associada a poder econômico, a poder político, a força dominadora. o imposto significava participação.
Se Jesus aceitasse que realmente se deveria pagar imposto a César, então seria como que se estivesse traindo o próprio Deus, ou por causa de Deus traindo na direção inversa o próprio César, mas daí a César o que é de César.
Cesar procura moedas e impostos, e poder e dinheiro. Deus quer a comunhão com a humanidade, a opção não se dar no âmbito imposto, mas quem é o titular na interioridade de cada pessoa, César ou Deus?
A intenção, não esqueçamos, estar crescendo o confronto dos Judeus com Jesus.
Alguns capítulos depois, lá no capítulo 24 essas autoridades judaicas, elas mesmas estarão diante do poder religioso. Anás, Caifás, que depois o enviará ao poder político, Pilatos, e Jesus, não se entrega, nem a um, e nem a outro, porque a titularidade, ele é o filho de Deus, é o Pai, mesmo diante da cruz não retrocede, não porque enfrenta inimigos com alguma potência, política ou militar. Mas porque nem mesmo diante da morte, ou diante de qualquer autoridade, curva-se ele, face a grandeza do próprio Deus.
Pois bem meu irmão e minha irmã: o que este evangelho nos ensina?
Que refaça as próprias condições da interioridade, para quem cada discípulos de cada época vive. Vive para suas moedas, para aquelas imagens presentes nas moedas que significa suor, trabalho, vigor, Ou Vive para Cesar, hoje eles variam as efigie, mas a dominação que tiraniza a interioridade humana, continua. Quem vive para os cifrões, não terá liberdade para Deus, quem vive para Deus terá liberdade até diante dos cifrões, façamos nossas apostas.
Pe. Vandilson Pereira Sobrinho.
